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BIBLIOTECONOMIA JURÍDICA AVANÇA EM 2014

Área apresentou importantes eventos e lançou revista especializada

Thiago Cirne

RIO – O ano de 2014 mostrou fatores de grande entusiasmo para a Biblioteconomia jurídica no Rio de Janeiro e em outros estados. Foram realizados importantes eventos como a 5ª Feira Jurídica (FEIRAJUR), que aconteceu no Rio de Janeiro. Na ocasião, profissionais discutiram temas relevantes e compartilharam experiências vividas em diversas unidades de informação. Já a “Lei da Biblioteca” foi tema do “Conversas à Mesa” e também salientou a preocupação dos bibliotecários jurídicos sobre o entendimento legal de aspectos comuns à profissão e à própria biblioteca como espaço de pesquisa e trocas de saberes.

São Paulo também teve importante atuação este ano, através de seu Grupo de Informação e Documentação Jurídica que organizou diversos cursos e palestras, ratificando o objetivo de “congregar bibliotecários e documentalistas que tenham interesse na área de informação e documentação jurídica, visando incentivar o intercâmbio de experiências”. Entre as principais ações podemos citar o “Workshop Conhecimento e Informação em Escritórios de Advocacia”, e a palestra “Dicas de Pesquisa Jurídica para o Exercício da Advocacia” – o site disponibiliza os materiais para consulta (www.gidjsp.com.br).

Vale lembrar que o nosso contexto informacional contemporâneo não abdica da figura do bibliotecário jurídico como gestor de um volume sempre crescente de informações. Em seu artigo Bibliotecário jurídico: seu perfil, seu papel, Edilenice Passos declara que “no ordenamento jurídico brasileiro, há uma abundante produção de informação jurídica, começando pela proliferação de atos normativos, de hierarquia superior e inferior, passando pela jurisprudência e a doutrina”. Passos enumera ainda: “Acrescente ainda à esse quadro as normas jurídicas dos Estados e do Distrito Federal. Some também toda a legislação de hierarquia inferior. E não poderia ser esquecida a legislação estrangeira, que muitas vezes é utilizada como ponto de partida para os legisladores brasileiros, porque indicam as soluções já encontradas por outros países para problemas semelhantes aos nossos”.

É exatamente à luz deste quadro que foi lançado, neste ano, o primeiro volume do periódico especializado Cadernos de Informação Jurídica (Cajur), com publicação semestral. Seu foco é a “divulgação do conhecimento e a promoção da troca de experiências entre profissionais especializados na área da Biblioteconomia Jurídica, Arquivologia, Documentação, Ciência da Informação, Museologia, Informática Jurídica e ciências afins”. A equipe editorial conta com a colaboração de profissionais de Brasília, Pará, Minas Gerais, entre outros estados.

 

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Primeiro volume digital do Cajur.

Os esforços efetivados hoje poderão nortear ações futuras a partir do compartilhamento e do comprometimento de profissionais. Debates, palestras, cursos e publicações fazem parte do estabelecimento da Biblioteconomia Jurídica na condição de especialização; área viva e em constante crescimento, que evidencia sua função ativa dentro das organizações.

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