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Bens no Rio de Janeiro ganham proteção federal do Iphan

Fonte: Iphan.

Os prédios das antigas Docas Dom Pedro II; do antigo Supremo Tribunal Federal e do Instituto de Resseguros do Brasil, além de um Lampião situado no Largo da Lapa, receberam nesta quinta-feira, 24 de novembro, proteção federal. O pedido para tombamento foi analisado durante a 84ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, reunido na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília. Os conselheiros também aprovaram o pedido de Registro do Caboclinho, manifestação cultural permanbucana.

Centro Cultural da Justiça Federal

O edifício, do período colonial, foi palco de julgamentos históricos, como o banimento da Família Real, o habeas-corpus de Olga Benário e o mandado de segurança em favor de Café Filho, quando se viu impedido de assumir a Presidência da República.

Construído entre 1905 e 1909, durante as reformas urbanísticas do Rio de Janeiro realizadas pelo prefeito Pereira Passos, idealizador de um concurso de fachadas para a abertura da Avenida Central, o prédio – que abriga, atualmente, o Centro Cultural Justiça Federal – é detentor ainda de valores artísticos, como um importante exemplar da arquitetura eclética do período da primeira República. Junto com outros bens já protegidos por tombamento (Biblioteca Nacional, Museu de Belas Artes, Teatro Municipal e Edifício da Antiga Caixa de Amortização), integra o conjunto urbanístico da Cinelândia.

Sua linguagem testemunha um período da história da arte pouco reconhecido. Entretanto, passadas décadas de sua produção, o ecletismo vem, cada vez mais, sendo reconhecido pelo Iphan como parte importante da cultura brasileira, associada ao início da República, quando o país buscava sua afirmação internacional e distanciamento de suas origens coloniais. Para isso, tomava como referência e modelo a produção artística europeia.

Suas fachadas são inspiradas no neoclassicismo francês e se harmonizam com os edifícios do conjunto. O prédio incorpora, ainda, elementos de influência art nouveau, como uma escadaria em ferro, além de mármore e estruturas também em ferro, na biblioteca. O requinte nos acabamentos de piso, revestimentos, forro e decoração, além dos detalhes artísticos de seus elementos integrados, denotam a valorização do edifício.

Saiba mais: Quatro bens no Rio de Janeiro ganham proteção federal do Iphan.

 

Foto: Reprodução.

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